Roberto Marinho começou a colecionar quadros na década de 1930. Não recorria a marchands. Era amigo de pintores e adquiria as peças diretamente em ateliês. Comprava por opção pessoal, com o coração. Frequentava vernissages, exposições e bienais, desenvolvendo o gosto refinado pela arte e pela cultura que o acompanhou a vida inteira.


Pintura Moderna na coleção

Em julho de 1987, por meio de um intercâmbio cultural entre Brasil e Argentina, a mostra Pintura Moderna Brasileira – Coleção Roberto Marinho chegou ao Museu Nacional de Artes em Buenos Aires. A exposição mostrou a produção artística entre as décadas de 1920 e 1980 e contou com a visita de mais de 50 mil pessoas. Participaram da mostra obras de Pancetti, Portinari e Di Cavalcanti.

Na inauguração, Roberto Marinho comentou a importância do intercâmbio. “Alegra-me poder contribuir para um maior conhecimento do Brasil na Argentina e, em consequência, para o intercâmbio cultural entre os dois países, com a exibição dessa seleção de peças mais representativas da coleção de obras de arte brasileira que venho reunindo ao longo de quase toda uma vida.”