Roberto Marinho tinha sensibilidade para as artes plásticas, mas também foi um apreciador de música, teatro, cinema e literatura. Desenvolveu um gosto apurado pela cultura que o acompanhou por toda a vida. Abriu a casa do Cosme Velho para apresentações artísticas. Criou uma farta biblioteca e fez parte da Sociedade dos Cem Bibliófilos do Brasil. A consagração veio em 1993, quando se tornou “imortal” da Academia Brasileira de Letras.


Com a palavra, os acadêmicos

Roberto Marinho e Nélida Piñon na solenidade de posse do jornalista na Academia Brasileira de Letras (ABL). 19/10/1993. Arquivo/Memória GloboJosué Montello e Nélida Piñon foram alguns dos articuladores da eleição de Roberto Marinho para a ABL. Em depoimento ao jornal O Globo, os dois escritores e outros acadêmicos falaram do novo imortal. 

“Convém lembrar que um dos romances de Lima Barreto, Numa e a Ninfa, é dedicado a Irineu Marinho, que, à frente de A Noite, por ele fundado, e do Globo, cercou-se das figuras representativas de nossa cultura. E seu filho continua essa tradição." (Josué Montello)

“A ABL age com sabedoria ao repartir suas vagas entre escritores de criação e expoentes como Roberto Marinho. Ele é um homem dedicado à palavra desde a mocidade e que se encaixa na tradição da Academia de abrigar grandes jornalistas.” (Nélida Piñon)

 “Roberto Marinho é um grande jornalista. Sua vitória na Academia é uma vitória da nossa classe.” (Barbosa Lima Sobrinho)

“Roberto Marinho entra na Academia como a alma e o animador dessa máquina cultural que são as Organizações Globo. Mas não estaria entrando se também não fosse o jornalista que é." (Rachel de Queiroz)

“A ABL reúne grandes escritores e personalidades marcantes. Roberto Marinho se inclui nos dois casos.” (Oscar Dias Corrêa)

“A Academia sempre acomodou grandes expoentes do jornalismo, e Roberto Marinho se insere nessa tradição. Ele não é um estranho no ninho.” (Lêdo Ivo)

“Roberto Marinho entrou para a ABL pelo que já fez e está sendo homenageado pelo que ainda pode fazer.” (Arnaldo Niskier)