Roberto Marinho tinha sensibilidade para as artes plásticas, mas também foi um apreciador de música, teatro, cinema e literatura. Desenvolveu um gosto apurado pela cultura que o acompanhou por toda a vida. Abriu a casa do Cosme Velho para apresentações artísticas. Criou uma farta biblioteca e fez parte da Sociedade dos Cem Bibliófilos do Brasil. A consagração veio em 1993, quando se tornou “imortal” da Academia Brasileira de Letras.


Livros autografados

Parte da biblioteca pode ter sido herança de Irineu Marinho. Alguns livros estão autografados para o pai do jornalista. Outro aspecto interessante é o tratamento que foi dado à biblioteca: muitos livros encadernados, carimbados e numerados com a marca "Biblioteca RM", o que demonstra uma preocupação do próprio Roberto Marinho com a preservação do conjunto de sua coleção literária. Há também cerca de cem livros, entre romances, poesias e contos,  autografados por autores como Antônio Callado, Carlos Drummond de Andrade, Aurélio Buarque de Hollanda, Augusto Frederico Schmidt, Clarice Lispector, David Nasser, Ernesto Sábato, Fernando Sabino, João Ubaldo Ribeiro, Jorge Amado, José Sarney, Manuel Bandeira, Mário Quintana, Mario Vargas Llosa, Nelson Rodrigues, Orígenes Lessa, Odylo Costa, filho, Rubem Braga, Gilberto Freyre, Evandro Lins e Silva, Gustavo Capanema, Oscar Niemeyer, Vianna Moog, entre outros.