Roberto Marinho tinha sensibilidade para as artes plásticas, mas também foi um apreciador de música, teatro, cinema e literatura. Desenvolveu um gosto apurado pela cultura que o acompanhou por toda a vida. Abriu a casa do Cosme Velho para apresentações artísticas. Criou uma farta biblioteca e fez parte da Sociedade dos Cem Bibliófilos do Brasil. A consagração veio em 1993, quando se tornou “imortal” da Academia Brasileira de Letras.


Relação com artistas

O gosto pela música que herdou da avó Cristina levou Roberto Marinho a manter uma relação afetuosa com artistas de várias tendências. Recebeu a visita de cantores como o mineiro Milton Nascimento e a soprano Bidu Sayão. 

Com o mundo do samba, o carinho e a atenção não foram diferentes. Em 1976, recebeu o diploma Amigo do Salgueiro de uma delegação da escola de samba do Rio de Janeiro. Em 1998, encontrou com integrantes da Mangueira, da qual participavam D. Neuma, D. Zica - viúva do compositor Cartola - e Jamelão, principal cantor dos sambas-enredo da escola.