Alberto da V. Guignard

Alberto da V. Guignard, sem título, 1955. Óleo/tela. Foto: Pedro Oswaldo Cruz
Alberto da V. Guignard, Sem título, 1955.
Óleo/tela. Foto: Pedro Oswaldo Cruz
 


Roberto Marinho e Guignard eram amigos. O jornalista costumava visitar o ateliê do artista e acabou por adquirir muitas obras das mais diversas fases. Jóqueis antes da largada, por exemplo, era uma cena familiar para o jornalista que tinha cavalos e costumava assistir às corridas no Jockey Club Brasileiro.
 

Alberto da V. Guignard, sem título, 1931. Óleo/tela. Foto: Pedro Oswaldo Cruz
Alberto da V. Guignard, Sem título, 1931.
Óleo/tela. Foto: Pedro Oswaldo Cruz

Alberto da V. Guignard, sem título, 1937. Óleo/tela. Foto: Pedro Oswaldo Cruz
Alberto da V. Guignard, Sem título, 1937.
Óleo/tela. Foto: Pedro Oswaldo Cruz


A energia produzida pela cor para dar vida aos vasos de flores foi uma influência dos impressionistas nessas duas obras de Guignard.  Reza a lenda que Roberto Marinho, ao saber que as pinturas de Guignard estavam perdendo matéria porque a falta de dinheiro o obrigava a diluir as cores, teria mandado para o ateliê do artista um carregamento de tintas variadas. As duas obras participaram da exposição Guignard: A Escolha do Artista, no Paço Imperial, RJ, em 1993.
 

Alberto da V. Guignard, sem título, 1940. Óleo/tela. Foto: Pedro Oswaldo Cruz
Alberto da V. Guignard, Sem título, 1940.
Óleo/tela. Foto: Pedro Oswaldo Cruz
 


O desenho das vitórias-régias brasileiras revela a precisão do traço de Guignard para retratar naturezas mortas. A obra esteve presente na exposição O Humanismo Lírico de Guignard, realizada no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (MNBA) e no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP), em 2000.
 

Alberto da V. Guignard, Vista “Serra do Mar”, Resende, 1942. Grafite/papel. Foto: Pedro Oswaldo Cruz
Alberto da V. Guignard, Vista “Serra do Mar”, Resende, 1942. Grafite/papel. Foto: Pedro Oswaldo Cruz
 


A amizade entre Roberto Marinho e Guignard levou o pintor a dedicar esse desenho ao jornalista: "Ao amigo Dr. Roberto Marinho sinceramente, Guignard". Em Serra do Mar, o artista, nascido em Friburgo, na região serrana do estado do Rio de Janeiro, homenageia a paisagem que lhe era familiar.
 

Alberto da V. Guignard, sem título, 1952. Óleo/tela. Foto: Pedro Oswaldo Cruz
Alberto da V. Guignard, Sem título, 1952
Óleo/tela Foto: Pedro Oswaldo Cruz
 


Guignard amava pintar as montanhas de Minas Gerais, suas cidades históricas, seu céu, suas cores e o seu povo.  Esse quadro mostra uma paisagem de Ouro Preto, uma de suas cidades favoritas e onde seu corpo está enterrado.
 

Alberto da V. Guignard, Lagoa Santa, 1950. Óleo/tela. Foto: Pedro Oswaldo Cruz
Alberto da V. Guignard, Lagoa Santa, 1950
Óleo/tela Foto: Pedro Oswaldo Cruz


Segundo relatos, Guignard utilizava a técnica de molhar uma esponja em tinta diluída em água e passar no desenho para dar o aspecto de névoa na paisagem. Lagoa Santa participou das exposições Arte Brasileira, Século XX: Diálogos com Dufy, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, SP, em 1999; e Alberto da Veiga Guignard, 1896 – 1962, na Pinakotheke, RJ, em 2005.
 

Alberto da V. Guignard, Noite de São João, 1961. Óleo/tela. Foto: Pedro Oswaldo Cruz
Alberto da V. Guignard, Noite de São João, 1961 Óleo/tela Foto: Pedro Oswaldo Cruz
 


Guignard usa a delicadeza do traço do pincel fino para criar um retrato simbolista das cidades históricas mineiras nas festas de São João. Igrejas, trenzinho Maria Fumaça, balões num cenário de montanhas e uma lua crescente traduzem a paisagem mineira (provavelmente de Ouro Preto, cidade adorada pelo pintor). A obra participou das exposições Guignard, Museu Lasar Segall, em São Paulo, em 1992; Arte Brasileira, Século XX: Diálogos com Dufy, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, SP, em 1999; Trésors Artistique – Villes Candidates pour les Jeux Olympiques de L’ An Brasília 2000, no Musée Olympique, Lausanne, Suíça, em 2000 e Um Mundo a Perder de Vista Guignard, na Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre, RGS, 2009; Guignard e o Oriente (China, Japão e Minas), no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo e no Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli, Porto Alegre, RGS, em 2010; Brazil, Brazil – Dialogue entre Modernes et Primitifs, Palais de Beaux (BOZAR), em Bruxelas, Bélgica, em 2011 .
 

Alberto da V. Guignard, São Sebastião, 1960. Óleo/tela. Foto: Pedro Oswaldo Cruz
Alberto da V. Guignard, São Sebastião, 1960
Óleo / tela Foto: Pedro Oswaldo Cruz
 


Guignard gostava de pintar a figura de São Sebastião. Não são poucos os quadros sobre o santo com flechas atravessadas pelo corpo. Nessa obra, Guignard retrata São Sebastião com pinceladas que mais parecem aquarela do que óleo sobre tela. O detalhe das montanhas ao fundo, com tropeiros a cavalo pela estrada, remete mais uma vez à paisagem do interior mineiro.