Ismael Nery

Ismael Nery, Nós, 1926. Óleo/cartão. Foto: Pedro Oswaldo Cruz
Ismael Nery, Nós, 1926.
Óleo/cartão. Foto: Pedro Oswaldo Cruz

Ismael Nery, sem título, 1928. Óleo/cartão. Foto: Pedro Oswaldo Cruz
Ismael Nery, Sem título, 1928.
Óleo/cartão. Foto: Pedro Oswaldo Cruz

As duas obras de Ismael Nery revelam a perspectiva introvertida do artista para traduzir seus conflitos e fantasias sexuais, traços recorrentes em seus trabalhos. O quadro Nós esteve presente na exposição Ismael Nery: 50 Anos Depois, no Museu de Arte Contemporânea da USP, em São Paulo, SP, em 1984. A outra obra (Sem Título) foi exposta em Os Caminhos da Arte entre a França e o Brasil, na Pinakotheke Cultural, no Rio de Janeiro, RJ, em 2009.

Ismael Nery, Figura Combinada Cubista, 1926. Guache/papel. Foto: Pedro Oswaldo Cruz
Ismael Nery, Figura Combinada Cubista, 1926. Guache/papel. Foto: Pedro Oswaldo Cruz

Ismael Nery viveu pouco, mas intensamente. Viajou pelas mais diversas tendências da arte: o expressionismo alemão, o modernismo italiano, o cubismo e o surrealismo estão entre as expressões artísticas experimentadas pelo pintor em suas diferentes fases. Um dos traços frequentes em vários de seus quadros é a sensualidade das figuras retratadas.

Ismael Nery, Melindrosas, s/d. Guache/papel. Foto: Pedro Oswaldo Cruz
Ismael Nery, Melindrosas, s/d.
Guache/papel. Foto: Pedro Oswaldo Cruz

Roberto Marinho adquiriu na década de 1990 cerca de 40 obras de Ismael Nery. Nesse quadro, o artista revela sua paixão pela boemia carioca e pela sensualidade das formas femininas. Melindrosas  participou das exposições Ismael Nery: 50 Anos Depois, no Museu de Arte Contemporânea da USP, São Paulo, SP, em 1984; Tarsila e o Brasil dos Modernistas, na Casa Fiat de Cultura, em Nova Lima, MG, em 2011; e Amazônia, Ciclos da Modernidade, no Centro Cultural Banco do Brasil, CCBB/RJ e Centro Cultural Banco do Brasil, CCBB/Brasília, DF, em 2012.

Ismael Nery, Rio de Janeiro, 1926. Aquarela/papel. Foto: Pedro Oswaldo Cruz
Ismael Nery, Rio de Janeiro, 1926.
Aquarela/papel. Foto: Pedro Oswaldo Cruz

Ismael Nery, Baía de Guanabara, s/d. Aquarela/papel. Foto: Pedro Oswaldo Cruz
Ismael Nery, Baía de Guanabara.
Aquarela/papel. Foto: Pedro Oswaldo Cruz

Nessas duas obras, Ismael Nery revela a influência surrealista de Marc Chagall, com quem esteve durante viagem à Europa em 1927. Após conhecer Chagall, a presença do surrealismo em seus trabalhos o transforma no pioneiro desta corrente no Brasil. O quadro Rio de Janeiro participou da exposição Ismael Nery: 50 Anos Depois, no Museu de Arte Contemporânea da USP, São Paulo, SP, em 1984.  As duas obras também fizeram parte da exposição Tarsila e o Brasil dos Modernistas, Casa Fiat de Cultura, Nova Lima, MG, em 2011.