No início do século, o carro de corrida, em geral, era sem capota e tinha dois lugares. Mas foi num Voisin – um modelo francês, com quatro portas e de linhas avançadas para a época – que Roberto Marinho participou da sua primeira corrida, em 1933. Daí para a frente, a paixão pelo automobilismo não parou mais. O jornalista gostava de dirigir em alta velocidade e ganhou o primeiro carro hidramático do Brasil, um Oldsmobile.


Corridas de rua

A primeira prova de Roberto Marinho foi organizada pelo Automóvel Clube do Brasil. Ele concorreu na categoria Turismo e ficou em terceiro lugar no circuito Quilômetro Lançado do Rio de Janeiro, trecho da antiga estrada Rio-Petrópolis. Dois anos mais tarde, participou de nova disputa e venceu a primeira etapa, com o tempo de 26 segundos. 

Circuito da Gávea, prova automobilística no Rio de Janeiro, em 1948. Arquivo/Agência O GloboAs corridas de rua da primeira metade do século XX foram importantes para o crescimento do automobilismo no Brasil. Eram muito populares também. Os principais circuitos estavam no Rio de Janeiro, em São Paulo e Porto Alegre. O Circuito da Gávea, no Rio, tornou-se conhecido internacionalmente. Foi palco de provas nacionais, sul-americanas e internacionais, com a presença de pilotos italianos, alemães e argentinos. Roberto Marinho gostava tanto desse circuito que, muitas vezes, pedia para o motorista reproduzir o trajeto que começava na Rua Marquês de São Vicente, seguia pela Avenida Visconde de Albuquerque, margeando o canal que liga a Lagoa Rodrigo de Freitas ao mar. Depois, subia pela Avenida Niemeyer, passava pela Lagoinha e entrava na Estrada da Gávea, percorrendo o trecho conhecido como Serrinha ou subida da Rocinha, para então retornar à Rua Marques de São Vicente.