Roberto Marinho foi responsável por uma revolução na história da comunicação no país. Ao longo da vida, expandiu os empreendimentos, empregou milhares de trabalhadores e implantou um padrão de qualidade nas empresas baseado na ética e na credibilidade. Tinha orgulho de ser um jornalista, profissão que o levou a criar um grupo de mídia que se tornou defensor da liberdade de expressão, da livre iniciativa e da democracia no Brasil. Não admitia a derrota e só perdeu para a doença que o vitimou perto de completar um século.


A relação com a política

As relações entre imprensa e poder nem sempre foram cordiais, apesar de Roberto Marinho ter convivido com todos os presidentes do Brasil, desde Getúlio Vargas. Nem sempre foram amenos, também, os contatos do empresário e jornalista com os políticos. Dono de influentes órgãos de comunicação, como jornal, revistas, rádio e televisão, Roberto Marinho viveu situações contraditórias: ora era visto como cúmplice, ora como opositor dos governos do momento.