Roberto Marinho foi responsável por uma revolução na história da comunicação no país. Ao longo da vida, expandiu os empreendimentos, empregou milhares de trabalhadores e implantou um padrão de qualidade nas empresas baseado na ética e na credibilidade. Tinha orgulho de ser um jornalista, profissão que o levou a criar um grupo de mídia que se tornou defensor da liberdade de expressão, da livre iniciativa e da democracia no Brasil. Não admitia a derrota e só perdeu para a doença que o vitimou perto de completar um século.


Ulysses Guimarães

Ulysses Guimarães e Roberto Marinho no Congresso Internacional pela Democracia no Rio de Janeiro, 30/09/1984. Paulo Moreira/Agência GloboJorge Bastos Moreno, jornalista de O Globo, conta que, no fim da vida, Ulysses Guimarães se aproximou de Roberto Marinho. Ele lembra que, na campanha do ex-senador à Presidência, todos os candidatos foram ao Rio visitar o empresário. O único que saiu na primeira página de O Globo foi Ulysses Guimarães. “Teve um episódio em que Dr. Ulysses reconheceu essa amizade. Ele já não era mais nada, e teve um problema de apendicite em Brasília. Foi levado para São Paulo, às pressas, para fazer uma cirurgia. O Dr. Roberto e a D. Lily saíram do Rio e foram visitá-lo. Eles  tiveram uma relação muito íntima.”